1 de nov de 2012

Os quadrinhos como agenda política e o perigoso culto a Alan Moore - Parte 1


Como expressão de nossa cultura moderna, as histórias em quadrinhos devem, obviamente, refletir os valores, pensamentos e comportamentos que vigoram no momento e local onde elas foram produzidas. Isso pode ocorrer de forma natural, ou partir da intenção dos autores. As HQs surgiram das tiras de jornal, desde seu nascimento, elas estão impregnadas de conteúdo político, de críticas a algum grupo social ou comportamento. Quadrinhos são em sua essência entretenimento barato, porém ao mesmo tempo podem servir como veículo de ideias, da visão de mundo do autor, isso desde o início do seu desenvolvimento.

O Menino Amarelo, conhecido como primeiro personagem de quadrinhos nos EUA, vestia um camisão que trazia frases irônicas, quase sempre de teor político. Pafúncio e Marocas era na verdade um estudo sobre o comportamento dos americanos. Pela ação volitiva dos criadores esses quadrinhos trazem mensagens, opiniões, uma visão de mundo.

Mesmo sem a intenção dos artistas, uma HQ pode refletir a época e o local em que foi produzida. As tiras do Spirit, de Eisner, e os primeiros albuns do Tintim, de Hergé, tem um conteúdo racista, mas não foram desenvolvidas com esse objetivo. Era uma expressão natural da época em que foram criadas.

O conjunto de valores da década de 1940 estava presente nas primeiras histórias de super-heróis, mesmo que tenham se refletido alí sem uma intenção declarada de seus autores. Os heróis combatiam o crime, defendiam o cidadão comum, a lei e a liberdade. Quando veio a Segunda Guerra Mundial, eles foram transformados em um instrumento de propaganda. Nada mais natural que os heróis, criados para representar os valores aos quais um cidadão comum americano deveria aspirar, representasse os Estados Unidos em uma Guerra contra forças que buscavam destruir esses mesmos valores.

Hoje é certo que os super-heróis refletem valores bem distintos porque vivemos em uma sociedade diferente. A tendência atual é que eles reflitam o chamado "politicamente correto", a onda cultural do momento. Isso vai acontecer tanto naturalmente quanto por vontade declarada dos autores. É aí que chegamos ao ponto. Um dos autores mais influentes da nossa época é Alan Moore.

Antes de tudo, o que é o politicamente correto?

Na minha infância, fazíamos piada sobre tudo, qualquer tipo de pessoa era vitima de gozação: se muito gorda era Orca, a baleia assassina, se muito magra era Olívia Palito. Não havia preocupação nenhuma com raça, orientação religiosa, classe social, opção sexual ou qualquer coisa desse tipo. Os gays eram assunto de piada, judeus, islâmicos, negros, deficientes. Tudo podia ser dito, as pessoas não se importavam com as chamadas "minorias". Hoje sabemos que pode até se tornar crime contar uma piada de negro, de gay, de islâmico. É o politicamente correto.

Também não se pode desrespeitar a natureza, poluir, cortar árvores, maltratar os animaizinhos, fumar em locais fechados. Não se pode ser machista, individualista e defender o capitalismo. Não se pode portar armas, ser contra o aborto e o homosexualismo, defender as religiões. Há cotas para tudo, as minorias estão ganhando vantagens nunca antes obtidas, tudo imposto pelo governo. Todos dizem aspirar a uma sociedade justa e igualitária onde todos tenham tudo, principalmente as minorias.

Em 30 anos toda nossa forma de pensar mudou.

 Antes dos anos 1980 ninguém discutia sobre o politicamente correto, ninguém seguia esses preceitos e não vivíamos no inferno. A sociedade seguia seu caminho com os nossos sólidos valores ocidentais de liberdade e individualidade. Identificar-se com uma classe social e exigir direitos para minorias não era regra.

O que aconteceu pelo menos nos últimos 30 anos foi a sistemática inserção de ideias politicamente corretas na mídia, no sistema educacional e nas artes, inclusive nas histórias em quadrinhos. O conjunto dessas ideias, que contrariam os valores clássicos vigentes no ocidente capitalista é conhecido como Marxismo Cultural.

Os seguidores de Karl Marx falharam ao tentar implantar suas teorias econômicas e sociais na prática. Todos os países em que o Comunismo foi implantado se tornaram cruéis ditaduras e a revolução não se espalhou pelo mundo, como eles desejavam. Ao perceber seu fracasso e a impossibilidade de espalhar o Comunismo pelo mundo através de revoltas armadas, os intelectuais marxistas se dedicaram a estudar o que poderia minar as bases do ocidente capitalista, e chegaram a conclusão de que o Marxismo deveria ser inserido na nossa cultura. Essa teoria de uma "guerra cultural" foi desenvolvida por Antônio Gramsci e George Lukacs. O primeiro desenvolveu uma série de teorias hoje conhecidas como Gramscismo, o segundo foi fundador da infame Escola de Frankfurt.

Para Luckacs e seus comparsas, a revolução comunista só iria ter sucesso quando os trabalhadores se desvencilhassem de todo o sistema de valores da chamada burguesia. Os valores clássicos da cultura ocidental deveriam ser destruídos. Uma nova classe de valores, um novo conjunto de ideias, deveria ser criado para as classes baixas, isso faria com que elas aderissem ao socialismo. Para Gramsci, todas as instituições sociais deveriam ser corrompidas de dentro pra fora. Os socialistas deveriam se infiltrar no meio artístico, no sistema educacional, no executivo, no judiciário e até no meio religioso para transformá-los por dentro em instrumentos de criação do socialismo.

É no campo cultural que essa ação marxista mais teve sucesso. O Marxismo Cultural vem destruindo os valores clássicos do ocidente e os substituindo por novos através do politicamente correto. É nas artes e nos meios de comunicação que eles tem mais influência. A intensa propaganda que se faz por estes meios é capitaneada por pessoas declaradamente socialistas, por simpatizantes e até mesmo por pessoas que nem tem ideia do que estão fazendo, apenas aderem ao discurso sem saber do que se trata.

O termo politicamente correto surgiu na China dos anos 30, designava tudo aquilo que estava em perfeito acordo com as ordens do Partido Comunista do tirano Mao Tsé-tung. Nos anos 1960, nos Estados Unidos, o termo ganhou a acepção atual. As chamadas minorias viraram o centro das atenções. As ideias da Escola de Frankfurt se juntaram ao Gramscismo. Para dividir a sociedade é necessário criar consciência de classe nas pessoas, destruir a individualidade, minando as bases do ocidente através do caos. O negro não é mais um indivíduo isolado, ele é parte de uma classe que luta por direitos, um oprimido, da mesma forma o gay, a mulher, o gordo... Uns lutando contra os outros é a forma atual da velha "luta de classes" que visa destruir o capitalismo. 

Como isso afeta os quadrinhos?

Inseridas na mídia e no sistema educacional, as ideias que formam a base do Marxismo Cultural politicamente correto chegaram rapidamente ao meio artístico. Na concepção da Escola de Frankfurt, a arte é uma forma de propagando política, deve ser usada como um instrumento de crítica á sociedade vigente e proposição de novos valores.

Repare nos quadrinhos da Era de Ouro. Um super-herói era o representante perfeito dos valores do ocidente capitalista. Ele defendia a propriedade privada, a liberdade individual, a lei e a ordem. Um vilão era sempre maldoso e não tinha justificativa para seus atos. Nunca havia uma visão simpática do vilão. Simplista? Não para as pessoas daquela época. Um garoto que lia a Detective Comics em 1939 jamais acharia aquilo simplista (ou como está na moda dizer hoje, "maniqueísta") porque aquele era o conjunto de valores da sociedade vigente. Aquilo que nos é comum não nos parece uma simplificação.

Agora pegue um gibi deste ano. Você vai ver que um super-herói não pode agir em prol dos valores ocidentais, de acordo com o modelo clássico. Ele deve questionar e se possível, incentivar a destruição desses valores. Os heróis são psicóticos, paranoicos, burros, falhos, autoritários e antipáticos, isso quando não são simplesmente fracos. Já os vilões, estes são geniais, carismáticos, atraentes e expansivos, são pensados como os caras descolados, aqueles que vem trazer uma novidade. Os heróis são caretas e os vilões são cool. Os vilões tem sempre uma justificativa pra agir de forma maldosa. As vezes tem até uma teoria pra provar.

Batman é um rico louco que bate nos pobres que roubam pra comprar o leitinho das crianças. Ele é a degradação mental das classes altas. Supermam é um universitário revoltado que espanca grandes empresários, questiona os problemas sociais, a mídia e o capitalismo, é cool, usa Jeans e parece um roqueiro. Os vilões não são mais vilões porque são maus, tiranos e subversivos. Eles são os teóricos de novas visões de mundo. É o Coringa com suas teorias, é Bane como o revolucionário socialista que se sacrifica em prol de uma causa. Os quadrinhos de super-heróis foram subvertidos.

O vilão nas histórias de hoje é uma vítima, um oprimido, o herói é o opressor. A justiça é social, o bem e o mal não tem mais distinção. Hoje temos histórias em quadrinhos que se focam especificamente no questionamento dos valores clássicos da sociedade ocidental capitalista, Desde os anos 1970 que uma série de autores vem inserindo essas ideias em HQs mainstream. 

Mas tudo começou lá atrás, nos anos 1960, na Europa, os quadrinhos passaram a ser vistos como um meio de se inserir pensamentos subversivos no senso comum. Isso chegou aos estados Unidos junto com o movimento hippie, eram os chamados quadrinhos underground. Robert Crumb, um jovem americano meio psicótico e extremamente talentoso, foi o primeiro a se destacar como um artista subversivo nos EUA. Apesar de sua extrema antipatia, Crumb se tornou famoso entre os hippies e intelectuais. Crumb sempre odiou tudo que é tradicionalmente americano, a família tradicional, o capitalismo. Ele nunca foi um marxista ou socialista, nada do tipo, no entanto, sob influência de drogas alucinógenas, ele criou uma série de quadrinhos subversivos em que satirizava a sociedade americana. Sucesso instantâneo. Logo os artistas dos quadrinhos mainstream, de super-heróis, teriam influência dos quadrinhos underground.

O que é subversão? Significa destruir o sistema de ideias que forma a base da sociedade do inimigo. Por isso o termo Guerra Cultural, por isso os marxistas infiltrados em jornais, universidades, mídias e em editoras de quadrinhos se preocupam em contratar e promover escritores e artistas que possam produzir obras que questionem as ideias vigentes nas sociedades capitalistas, e propor novas ideias, ou simplesmente confundir a cabeça dos leitores. Crumb foi promovido a gênio americano da noite pro dia, mesmo que ele estivesse pronto pra cuspir na cara de todo mundo e nem soubesse o que estava fazendo, ao que estava servindo.

O processo de subversão da cultura ocidental já estava em curso e muitos colaboraram com ele. Nos quadrinhos de super-herói esse processo teve início em 1970.

Em 1970 a DC Comics contratou Dennis O'Neil, ele era um riponga drogado de cabelos longos, usava jeans em uma época que os artistas das grandes editoras andavam de terno e gravata. Adepto de todo tipo de ideia modinha, esquerdinha convicto e ativista de todo tipo de causa politicamente correta, O'Neil era um cara de talento e extremamente consciente disso, não era como Crumb, que não sabia o que fazia, tinha a verdadeira intenção de subverter os quadrinhos, de utilizá-los como veículo pras suas ideias de esquerda.

O'Neil transformou a série Lanterna Verde/ Arqueiro Verde em uma espécie de panfleto político. A história O Mal Sucumbirá Ante Minha Presença (Green Lantern #76) mostra a dupla de heróis lutando contra um capitalista malvado que humilha pessoas pobres e as faz viver em condições indignas. O Lanterna é questionado por um negro por que o herói nunca ajudou alguém dessa raça. A intenção de O'Neil era discutir racismo em um gibi de super-heróis!



Deve-se lembrar que as comic books eram lidas por crianças de 8 a 13 anos nos EUA daquela época, mas esse panorama estava ameaçado por queda nas vendas e a falta de renovação do público. Os heróis corriam espaços cósmicos vivendo aventuras inverossímeis e fantasiosas. Imaginação pura, escapismo. O'Neil rompeu com isso para inserir suas ideias políticas. Foi sucesso automático, a mídia, que até então encarava os quadrinhos como coisa de criança, viu nisso o nascimento de uma nova era. Seria apenas a influência da contracultura europeia e americana nos quadrinhos mainstream, seria apenas uma busca de renovação do mercado para vender mais, ou será que Dennis O'Neil era consciente de que fazia propaganda política? Eu fico com a última opção.

A grandes editoras de quadrinhos da época passaram a visar um público mais adulto, universitário e os super-heróis começaram a deixar o estigma de coisa infantil. O'Neil passou a escrever as histórias de Batman e fez com que o herói voltasse a ser mórbido, abandonando o estilo irreverente calcado no seriado de TV dos anos sessenta. Vários elementos da contra-cultura foram inseridos nas histórias do Morcego, questionamentos sociais, relativização de valores morais, ecologia, etc. Como escritor, O'Neil era ligado ao movimento beatnik e seu estilo seco e agressivo, lacônico, com frases calcadas na linguagem das ruas, veio diretamente de Jack Kerouac, Allen Ginsberg e Gregory Corso.

Com as ideias de esquerda já inseridas no meio acadêmico americano (onde O'Neil deve tê-las conhecido) a contaminação dos produtos da cultura de massas era inevitável. O'Neil escreveu histórias dos principais super-heróis da Marvel e DC, e em 1986 tornou-se editor dos quadrinhos de Batman, cargo que ocupou até 2000. Ele fez escola.

Em 1980 a jovem Karen Berger foi contratada para o cargo de assistente editorial na DC Comics. A DC buscava desesperadamente alcançar um público mais adulto para seus produtos. O sucesso dos quadrinhos underground e dos albuns europeus tinha provado que essa mídia poderia ser consumida por gente grande. A Revista Metal Hurlant existia na França desde 1974 e tinha a sua versão americana, a Heavy Metal, desde 1977. Os artistas Moebius, Enki Bilal, Phillippe Druillet, Stefano Tamburini, Tanino Liberatore, Phillippe Caza, entre outros, faziam quadrinhos adultos, muitos com temas sérios e mensagens políticas.

Na Inglaterra, a revista 2000 AD existia desde 1975 e fazia sucesso entre o público adulto. Suas histórias tinham forte teor político. Bryan Talbot, Brian Bolland, Mike McMahon, Neil Gaiman, Grant Morrison e Jamie Delano colaboravam com essa revista.

Especialista em literatura inglesa, quando Karen Berger descobriu os talentos que existiam na Inglaterra, ela ficou encantada:

"During the late '80s I was really into working with the British writers. The thing that attracted me to their point of view was that it was decidedly different from the American writers. They had more of an outsider's perspective and looked at the world differently. They brought an irreverence and a subversiveness to their work, and I really responded to that sensibility. Most of these guys were new to comics."

Atraída pela subversão, repare bem, Berger chamou um outro hippie barbudo e drogado para escrever quadrinhos americanos. Ele se chamava Alan Moore...



5 Comentários:

calazans disse...

Eu não acho tão simples assim, o livro "Industria Cultural" do Adorno e aquele outro explicam bem o processo da mídia, mas vc precisa lembrar que os frankfurtianos (Teoria Critica) eram judeus ouvido Hitler no Rádio, há um contexto para a PARANÓIA´, e isto de corromper as instituições é agenda marxista desde sempre, como chegar ao PUDER por vias democraticas e lá ficar instaurando a DITADURA PROLETARIADO. E um autor seja da HQ dos USA seja Cinema dos USA é supervisionado e controlado, um cara sozinho nada faria sem cumplicidade de editores, marqueteiros etc..Já sobre europeus, no meu ponto de vista ´´e bem mais complexo, CAZA era desenhista publicitário, Nicholas (Saga de Xam) morava numa comunidade hiponga e seu álbum previu o maio de 68 em Paris, Druillet é arquiteto e BIlal é anti-clerical e vítima da URSS , Jodelle era uma agente secreta num mundo paralelo hoje onde ROMA é um Imperio que nunca caiu e domina a Europa e América, seria simplista e reducionista colocar todos estes gatos no mesmo balaio marxista, e eu num acho que os ingleses que foram fazer HQ nos USA fosse marxistas, talvez anarco-punks 'No Future" ..

rockbarcellos disse...

muito bom o texto, essa perspectiva fecha perfeitamente com coisas que ando lendo e vendo a respeito do estado nos EUA, sobre os baby boomers, a contra-cultura, etc. no freedomain radio, e tem uma relação com a história do MIB 3. Basicamente o que se vê é que conforme a liberdade na nação mais livre q o mundo ja viu diminui e o governo aumenta(pela infiltração de idéias de esquerda e a favor de intervenção do governo)a relativização na cultura em geral aumenta como consequência.

eduardo disse...

Os escritos de Karl Marx são como um vírus, depois que ele os liberou, ou melhor: os publicou, o mundo nunca mais teve saúde. Não adianta argumentar com o hospedeiro ou tentar dissuadi-lo de seu idealismo patológico, não adianta sequer matar o hospedeiro. A unica alternativa é o isolamento, mas não dos doentes, e sim dos sadios.

Eis o que considero uma simples e contundente descrição de nosso estado atual.

Marcelo disse...

O maléfico marxismo-cultural de Gramsci é o que é pelo simples fato do ser humano ser muito propício a lavagem cerebral da propaganda de massa. O ser humano é um animal social e para onde o vaqueiro toca a boiada ela vai sem problemas. Basta que todos os dias no JORNAL NACIONAL eles falem sobre AQUECIMENTO GLOBAL que 80% das pessoas irão aceitar a mentira, mas não por causa do JORNAL NACIONAL em si e sim por que os que primeiro acreditam em qualquer balela são os formadores de opinião, sejam eles celebridades ou alguém da esfera de influência da pessoa inocente, por exemplo, o filho babaca que entrou numa faculdade de merda depois de escrever receita de como fazer miojo numa redação do ENEM. Geralmente o "formador de opinião" de massa é o mais idiota dos seres ( vide o palhaço do Jô Soares e seu gayzismo noturno ou outros babacas que o populacho analfabeto funcional idolatra. E mais os idiota úteis para a elite tem a mania de imitação, se um grupelho diz algo e esse algo corresponde ao que pessoas nos meios de comunicação, e hoje em dia estou falando da internet, reproduz essa mesma babaquice os imbecilóides repetem como papagaios a mesma asneira. Some-se a isso professores ignorantes e marxistas-culturais e temos esse quadro de degradação social e burrice galopante. Não à toa os malditos comunas mataram 100 milhões de pessoas sem que praticamente ninguém saiba.

José Neto disse...

Quanta merda em bicho, você é leitor do MDM só pode.

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